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Segunda-feira, 29 de julho de 2013
As lições de liderança do Papa Francisco
O Papa Francisco é o ponto de mutação de uma igreja desgastada por escândalos, improbidade administrativa, perda de fieis, ostentação, enquanto parte do mundo sofre com misérias e outras coisas mais. Ultimamente, tivemos um Papa pop (carismático), um Papa centralizador e agora chegamos à era do Papa do povo. Simpático, acessível, modesto, humilde, conciliador e algumas outras características que estamos descobrindo, à medida em que ele vai tomando ações, às vezes inesperadas, mas aguardadas há anos pelos católicos do mundo.
O fato é que o Papa Francisco tem habilidades necessárias de um grande líder. Seu sorriso largo e franco, é importante para atrair a simpatia de seus seguidores. Em uma equipe, o verdadeiro líder é aquele que consegue manter o bom humor e a simpatia mesmo em situações críticas. Isso não quer dizer que é preciso parecer bobo e rir de tudo e à toa. Aquele que mantém um semblante carrancudo, mais parecendo estar de mal com a vida, afasta as pessoas. Nem adianta dizer que está aberto ao diálogo porque ninguém irá sentir-se à vontade com uma pessoa sisuda ou de “cara fechada”. Certamente que não se muda isso do dia para a noite, mas é fundamental observar a si próprio para provocar mudanças desejadas.
Outra característica importante de liderança que o Papa Francisco demonstra é a humildade. Alguns exemplos: ele mudou o trono dourado por uma cadeira de madeira. Aliás, algo mais apropriado para o discípulo de um carpinteiro. Aproxima-se dos fieis sem receio, beijando doentes e pobres, sem medo ou nojo. Não aceitou a estola vermelha bordada a ouro ou a capa vermelha, utiliza suas vestes mais simples e brancas, símbolo mundial da paz. Uma grande prova de humildade é usar os mesmos sapatos pretos velhos e dispensar o luxuoso carro papal, utilizando um modelo mais simples. Também rejeitou o anel de ouro maciço, utilizando um que é apenas banhado a ouro, de valor menor, simbolizando um gesto de desapego às riquezas. Por fim, usa sob a batina as mesmas calças pretas, para lembrar-se de que é apenas um sacerdote.
Quantas lições podemos tirar destes atos de humildade e simplicidade? Um líder que se desapega do restaurante gerencial para, vez em quando almoçar com sua equipe, pode ser um exemplo. Outro é o gestor que leva um funcionário, devidamente preparado, a uma reunião para conduzir a apresentação de um projeto importante da área. O gerente que elogia um funcionário em público ou para sua chefia devido a um desempenho ou resultado superior. Na verdade toda forma de reconhecimento justo é uma maneira de demonstrar humildade. Todos querem ser reconhecidos por seus méritos, por suas realizações. Quando o líder faz isso, acaba criando um sentimento de justiça e reforça o compromisso com a sua equipe.
O Papa Francisco tem tudo para tornar-se um líder religioso positivamente inesquecível. Sua popularidade, em nível mundial, é reforçada pelas suas atitudes simples e ênfase nas relações humanas. Ao aproximar-se das pessoas e mostrar-se acessível, conquista discípulos. Com qualquer gestor, a estratégia não pode ser diferente. Aquele que se aproxima de seus funcionários, sem sufocar, cria confiança. Aquele que ouve seus subordinados, sem retaliação, cria respeito. Aquele que coloca-se disponível para a equipe, com simpatia e humildade, cria relacionamentos sólidos, gerando comprometimentos e resultados.
Aguardemos quais novas lições o Papa Francisco ainda nos presenteará. Certamente, teremos muito o que aprender com suas atitudes, filosofia e estilo de vida. Agora, realmente, podemos afirmar:“Habemus Papam!”.


