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Quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Agora, maiores do que nunca!
Michael Snyder | 20 de setembro de 2013
O que é grande demais para falir? Os bancos, maiores do que eram na última vez em que causaram tantos problemas. Os seis maiores bancos dos Estados Unidos ficaram 37 por cento maiores nos últimos cinco anos. Enquanto isso, 1.400 bancos menores desapareceram do setor bancário norte-americano durante esse período. Isto significa que a saúde financeira do JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley é agora mais sensível para a economia dos EUA do que nunca. Se eles eram "grandes demais para falir" em 2008, agora eles devem ser "colossais para entrar em colapso." Sem esses bancos, não haveria economia. Os seis maiores bancos controlam 67 por cento de todos os ativos bancários norte-americanos, e o Bank of America foi responsável por cerca de um terço de todos os empréstimos comerciais efetuados no ano passado.
"Toda a nossa economia está baseada no crédito, e esses bancos gigantescos estão no cerne do nosso sistema de crédito. Se esses bancos entrarem em colapso, uma depressão econômica brutal está garantida. Infelizmente, como você verá mais adiante neste artigo, esses bancos não aprenderam nada a partir de 2008 e continuam sendo extremamente imprudentes.Eles estão contando conosco para socorrê-los, se algo der errado. Isso não pode acontecer de novo".
Desde a crise financeira de 2008, os nossos políticos proclamaram que não irão descansar até que tenham corrigido o problema "grande demais para falir", mas em vez de corrigi-lo rapidamente, os bancos têm-se tornado ainda maiores. Basta ver os seguintes números que vêm no Los Angeles Times:
Pouco antes da crise financeira, Wells Fargo & Co. tinha 609,000,000,000 dólares em ativos. Agora ele tem US $ 1,4 trilhão. Bank of America Corp tinha US $ 1,7 trilhão em ativos. Agora tem US $ 2,1 trilhões. E os ativos do JP Morgan Chase & Co., o maior banco do país, já incharam para US $ 2,4 trilhões (eram 1,800,000,000,000 dólares em 2008).
Estamos presenciando a consolidação do setor bancário de forma absolutamente deslumbrante. Centenas de bancos menores foram tragados por esses gigantes e milhões de americanos estão descobrindo que eles têm que lidar com esses gigantes bancários, quer goste ou não.
Esses bancos tornaram-se o núcleo do nosso sistema econômico e estão crescendo a um ritmo espantoso. Os seguintes números vêm de um recente artigo da CNN:
- Os ativos dos seis maiores bancos nos Estados Unidos cresceram 37 por cento nos últimos cinco anos.
- O sistema bancário dos EUA tem 14,4 trilhões de dólares em ativos totais. Os seis maiores bancos respondem por 67 por cento dos ativos e os outros 6.934 bancos respondem por apenas 33 por cento desses ativos.
- Cerca de 1.400 bancos menores desapareceram ao longo dos últimos cinco anos.
- O JP Morgan & Chase é do tamanho de toda a economia britânica.
- Os quatro maiores bancos juntos têm mais de um milhão de empregados.
Como exposto acima, sem esses bancos gigantes não há economia. Nós nunca devíamos ter permitido que isto acontecesse, mas agora que aconteceu, é imperativo que o povo americano entenda isso. O poder desses bancos é absolutamente esmagador...
Um terço de todos os empréstimos de negócios deste ano foram feitos pelo Bank of America. Os fundos Wells Fargo realizaram quase um quarto de todos os empréstimos hipotecários. E nos cofres do JP Morgan & Chase há US$ 1,3 trilhões, que correspondem a 12% dos depósitos coletivos, incluindo as folhas de pagamento de milhares de empresas.
Muitas pessoas veem outras ameaças à nossa economia, mas a maior delas está voltada para o potencial fracasso dos grandes bancos. Como vimos em 2008, quando eles ameaçam ruir, as coisas podem deteriorar-se rapidamente. E a maior ameaça para os bancos é a possibilidade de uma crise de derivativos.
A ex-banqueira do Goldman Sachs, Nomi Prins, cita em seu best seller que a economia global "pode implodir e ter sérias consequências sobre os sistemas financeiros a partir de uma crise dos derivativos." E ela está correta. Assim como assistimos em 2008, um pânico nos derivativos pode criar uma espiral fora de controle rapidamente. Nossos grandes bancos deveriam ter aprendido a lição de 2008 e reduzido as suas apostas imprudentes. Infelizmente,isso não aconteceu. Na verdade, de acordo com o OCC sobre o comércio bancário e atividades de derivativos, os grandes bancos tornaram-se ainda mais imprudentesdesde a última vez que se informou sobre isto. Os números a seguir refletem as informações contidas no último relatório OCC...
JPMorgan Chase
Ativo Total: $ 1,948,150,000,000 (pouco mais de 1,9 trilhões de dólares)
Exposição total aos Derivativos: $ 70,287,894,000,000 (mais de 70 trilhões de dólares)
Citibank
Ativo Total: $ 1,306,258,000,000 (um pouco mais de 1,3 trilhões de dólares)
Exposição total aos Derivativos: $ 58,471,038,000,000 (mais de 58 trilhões de dólares)
Bank Of America
Ativo Total: $ 1,458,091,000,000 (um pouco mais de 1,4 trilhões de dólares)
Exposição total aos Derivativos: $ 44,543,003,000,000 (mais de 44 trilhões de dólares)
Goldman Sachs
Total de ativos: 113,743,000 mil dólares (um pouco mais de 113 bilhões de dólares - sim, você leu corretamente)
Exposição total aos Derivativos: $ 42,251,600,000,000 (mais de 42 trilhões de dólares)
Isso significa que a exposição total que o Goldman Sachs tem em contratos de derivativos é mais de 371 vezes maior que seus ativos totais. Como alguém racionalmente capaz pode então dizer que o Goldman Sachs não está sendo imprudente?
E lembre-se:esses contratos de derivativos estão vinculados às taxas de juros
Oscilações nas taxas de juros podem desencadear esta bomba-relógio e remeter todo o nosso sistema financeiro ao caos novamente. Depois de subir por um par de meses, o rendimento em 10 anos dos títulos do Tesouro dos EUA estabilizou-se no momento. Mas se isso mudar, e as taxas de juros começarem a subir de novo, vamos ter um grande problema nestes bancos "grandes demais para falir". E eu sei que muitos de vocês não têm muita simpatia para com os grandes bancos, mas lembrem-se, se eles caírem, nós também vamos para o buraco juntos...


