A cautela prevaleceu na sessão desta quarta-feira ainda por conta das incertezas sobre a economia brasileira e expectativa de mudanças na política monetária dos Estados Unidos. Na contramão das bolsas externas, o Ibovespa recuou pela segunda vez consecutiva ao fechar em queda de 0,83%, aos 53,384 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,4 bilhões.
À frente das perdas, figuram os papéis da MMX (MMXM3), empresa de Eike Batista, com retração de 9,46%. Em seguida, as ações da PDG (PDGR3) caíram 8,87% após a construtora ter apresentado prejuízo de R$ 111,3 milhões no terceiro trimestre.
Na ponta positiva, o destaque ficou com os papéis da Vale, que avançaram na expectativa por um balanço positivo, apoiado pelo aumento no preço do minério de ferro e elevação do volume de vendas. As ações preferenciais (VALE5) subiram 1,38% enquanto as ordinárias (VALE 3) tiveram alta de 1,69%. O resultado da mineradora será conhecido ainda nesta quarta-feira.
Câmbio
Enquanto o clima de cautela persiste na bolsa, no mercado de câmbio houve ajuste em relação à disparada do dólar na véspera. A moeda americana fechou com recuo de 0,35% ante o real, cotada a R$ 2,282 na venda.
"A predominância de entrada de recursos unida à desaceleração da inflação medida pelo índice IGP-DI de outubro e ao discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que procurou acalmar os mercados ao afirmar que o governo possui total controle fiscal sobre as contas públicas, criaram um ambiente propício para a divisa se acomodar abaixo do nível de fechamento da véspera", disse o operador de câmbio da Correparti Ricardo Gomes da Silva, em relatório.
Pouco depois do encerramento da sessão, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, declarou que o programa de leilões de swap cambial - instrumento para conter a alta do dólar -, previsto até o final de dezembro, pode se estender para 2014. "O programa está funcionado bem, dando resultados esperados e pode ser prolongado além do final do ano. Estamos avaliando e certamente pode continuar", disse Araújo à jornalistas no V Fórum de Inclusão Financeira do BC, em Fortaleza.


