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Quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Em dia de alívio, Ibovespa sobe e dólar fecha estável

O principal índice da Bovespa teve alta de 0,82% e o dólar fechou cotado a R$ 2,33, com tendência de queda no curto prazo

Em uma sessão sem notícias relevantes, o Ibovespa se descola das bolsas externas e fecha em alta de 0,82% aos 52.230 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,3 bilhões. O índice foi puxado pelas ações da Petrobras e das construtoras e defendeu, assim, o importante suporte dos 51.800 pontos, o que reafirma a tendência de alta no curto prazo.

"Na segunda-feira, é dia de vencimento de opções sobre ações. Por isso, amanhã será um pregão de posicionamento, o que deve mexer com os papéis da Vale e da Petrobras. O clima está positivo, mas a volatilidade deve prevalecer nas próximas sessões", analisa o estrategista-chefe da SLW Pedro Galdi.

Nesta quarta-feira, o papel da PDG (PDGR3) liderou os ganhos com avanço de 4,62%, seguido pela Gafisa (GFSA3), que subiu 3,93%. As ações preferenciais da Petrobras, por sua vez, tiveram alta de 1,99%. "O preço do petróleo se recuperou em relação à véspera. Além disso, os investidores estão de olho na reunião do conselho da estatal para discutir o novo método de reajuste dos combustíveis, que vai acontecer no próximo dia 22", disse Galdi.

Na agenda desta quinta-feira o destaque será o IBC-Br, indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB e que vai apontar o desempenho da economia em setembro. Nos Estados Unidos, as atenções devem se voltar para o número de pedidos de auxílio desemprego da última semana e também para o discurso do presidente estadual do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Charles Plosser.

As bolsas americanas caminham para fechamento perto da estabilidade, em campo positivo. Por volta das 18h, o Dow Jones subia 0,07%, o S&P tinha alta de 0,41% enquanto o Nasdaq avançava 0,68%.

Dólar

No mercado cambial, o dia foi de alívio e o dólar fechou perto da estabilidade, cotado a R$ 2,335. Para o gerente de câmbio do banco Confidence Felipe Pellegrini, a sinalização do Banco Central de que os contratos de swap serão rolados na sua totalidade tranquilizou os investidores.

"No curto prazo, a tendência é de queda do dólar. A cotação pode chegar a R$ 2,30 ou até R$ 2,28 nos próximos dias. Mas a inclinação para o médio e longo prazo é de alta, principalmente por conta da forte expectativa por uma redução de liquidez que o Fed deve promover em breve", afirmou Pellegrini.