São Paulo - As reformas anunciadas pelo governo da China, que começa a abrir a economia para o investimento estrangeiro privado, aliadas à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) inicie a retirada dos estímulos somente no ano que vem elevam os ganhos das bolsas de todo o mundo.
No Brasil, o Ibovespa cravou alta de 1,6%, aos 54.307 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,4 bilhões. Deste montante, R$ 3,6 bilhões se referem ao movimento de opções sobre ações. Foram R$ 3 bilhões em opções de compra e R$ 600 milhões em opções de venda.
O avanço do principal índice da Bovespa foi impulsionado pelas ações das construtoras e da Petrobras. O papel preferencial da estatal (PETR4) disparou 4,84% diante da expectativa pela divulgação da nova fórmula de reajuste do combustível, que está prevista para a próxima sexta-feira.
À frente dos ganhos, figuram os papéis da B2W, com alta de 7,07%. Na semana passada, a companhia fechou acordo com a Ambev para a venda de 11 marcas de bebidas, como Brahma e Skol, em seus sites. Na contramão, as ações da Marfrig (MRFG3) recuaram 3%.
EUA
Nos Estados Unidos, os índices caminham para fechamento em direções opostas. Por volta das 18h, o Dow Jones subia 0,36% e ultrapassava o patamar dos 16 mil pontos. O S&P elevava 0,07% e o Nasdaq tinha queda de 0,19%.
O bom humor dos investidores reflete a queda de 0,1% na produção industrial do país em outubro, o que alimenta as apostas de que o Fed prorrogue para 2014 o início da retirada dos estímulos. Além disso, Janet Yellen, a indicada pela Casa Branca para comandar o Fed, reafirmou no Senado sua posição em dar continuidade à política de afrouxamento monetário no país.
"A fala de Yellen, embora sem novidades, ajudou a elevar os ganhos das bolsas. Mas o foco dos agentes está nos indicadores econômicos", afirmou o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Na próxima quarta-feira será divulgada a ata da última reunião da autoridade monetária americana, que pode reforçar as apostas de manutenção do programa de estímulo neste ano.
Dólar
No mercado de câmbio, o dólar recuou 2,3% - a maior queda em dois meses - e fechou cotado a R$ 2,268 na venda. O movimento reflete a forte entrada de divisas no país aliada aos leilões de swap (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) feitos pelo Banco Central ao longo do dia.


