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Quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Especialistas dão dicas para pagar contas no começo do ano

Passada a euforia das compras e viagens de fim de ano, é chegada a hora em que o consumidor precisa lidar com uma série de obrigações financeiras que surgem em todo ano novo. Matrícula, material escolar, IPTU e IPVA estão entre as despesas que pesam no orçamento nessa época. Especialistas sugerem que, para quitar seus débitos sem correr o risco de já começar o ano endividado, o consumidor analise cada despesa separadamente e estipule prioridades. Até 2012, com os juros em alta, o rendimento de aplicações como a poupança e os fundos de renda fixa muitas vezes era superior ao desconto dado no pagamento de IPVA e IPTU à vista. Por isso, parcelar esses impostos era uma opção interessante. A partir de 2012, porém, os juros caíram e isso teve um forte impacto no rendimento das aplicações. Assim, nesse início de ano, pode valer a pena sacar o dinheiro investido e pagar as contas à vista. "O desconto obtido no pagamento à vista deve ser maior do que o rendimento dessas aplicações, que tem ficado abaixo de 0,5% ao mês", diz o professor de finanças do Insper Liao Yu Chieh. No caso do IPVA, por exemplo, o desconto para pagamento à vista pode chegar a 5%, dependendo do Estado. A mesma lógica vale para o IPTU, cujo desconto pode passar de 10% em alguns municípios. Por isso, o diretor de economia da Anefac, Roberto Vertamatti, aconselha que o parcelamento só seja feito se a pessoa não tiver mesmo nenhum recurso para pagar à vista. Ele recomenda, ainda, que o contribuinte não atrase o pagamento, porque a multa varia de cidade para cidade, mas pode chegar a 20% do valor mais os juros que vão de 1 a 2 % ao mês. Matrícula e material escolar pesam no orçamento Outras despesas típicas de começo de ano que costumam ter um forte impacto no orçamento doméstico são a matrícula da escola dos filhos, a compra de uniforme e material. O pagamento à vista, mais uma vez, é o conselho dos dois especialistas. Quem não tiver condições de fazer o pagamento de uma só vez deve tentar uma negociação o quanto antes. "É possível conseguir um desconto na matrícula", diz Liao Yu Chieh, do Insper. No caso do material escolar, é comum papelarias e grandes livrarias oferecerem opções de parcelamento com cartões de crédito. O ideal, no entanto, é fugir desse tipo de dívida, diz Vertamatti, da Anefac. Caso isso não seja possível, aconselha ele, deve-se evitar prazos maiores do que seis meses e é fundamental pagar a fatura sempre em dia. "É importante não atrasar, porque os custos são da ordem de 230% ao ano", diz. Para quem puder fazer o pagamento à vista, reunir-se com um grupo de pais para que todos façam as compras num mesmo estabelecimento pode garantir um bom desconto. Fonte: UOL.