Quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Represas têm o nível mais baixo em 10 anos
O principal sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo está com o nível mais baixo dos últimos dez anos. Fazia 84 anos que não chovia tão pouco em dezembro na Grande São Paulo.
O problema ameaça boa parte da população do estado. O nível de água está muito abaixo do normal nas represas que compõem do Sistema Cantareira, que abastece nove milhões de pessoas, em 55% das cidades da região metropolitana.
Hoje, o Sistema Cantareira está com menos de 23% de sua capacidade, bem menos do que a média de 61% registrada no mês de janeiro, nos últimos nove anos.
“Nós já estamos tirando água do Sistema Alto Tietê e abastecendo cerca de 1.600 mil pessoas que eram abastecidas pelo Sistema Cantareira”, declarou Dilma Pena, diretora presidente da Sabesp.
Os temporais de verão, que chegaram a alagar a cidade, abasteceram outras represas, mas na região onde ficam as principais delas, ao norte da capital, não choveu o suficiente.
A água que vem das represas do Sistema Cantareira é armazenada em reservatórios dentro da cidade. Hoje a capacidade deles é normal, mas se o volume de chuvas nas represas continuar baixo pode faltar água.
“Nós dependemos da volta das chuvas em fevereiro e março em um nível normal. Caso essas chuvas não ocorram vamos tomar medidas mais rigorosas ainda”, comenta Pena.
Não é só em São Paulo que a situação é crítica. O reservatório da Usina do Vossoroca na região metropolitana de Curitiba está com só 15% da capacidade. Mesmo assim, a Companhia de Energia do Paraná (Copel) diz que não há risco de apagão por falta de água no reservatório.
Fonte: G1.