Notícias

Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A morte do ‘curriculum vitae’

As regras do jogo profissional mudaram. É preciso mudar de mentalidade Este artigo foi escrito para quem está desempregado neste momento. Para quem sofre de frustração e impotência ao verificar que não encontra um emprego. Para quem, há algum tempo, sente que enviar currículos transformou-se em uma perda de tempo. E, definitivamente, para quem deixou de ter medo de se reinventar profissionalmente, porque já não tem nada a perder. Para todos vocês, escrevemos um percurso de nove etapas. Cada uma delas representa um caminho a ser percorrido, por conta própria. Nenhum problema pode ser resolvido com o mesmo grau de consciência que o gerou. Albert Einstein 1. Tome as rédeas de sua vida profissional. A crise explicitou a necessidade de transformação do modelo produtivo que rege nosso sistema econômico. Cabe a nós desafiar a era do conhecimento. As regras do jogo profissional mudaram e continuarão mudando, cada vez mais depressa. As instituições já não têm capacidade de garantir segurança econômica para todos os cidadãos. Os contratos de trabalho por tempo indeterminado estão diminuindo. E para muitos, chegou a hora de encarregar-se pessoalmente do trabalho e realizar uma função profissional útil, criativa e que faça sentido, de preferência, que não possa ser automatizada ou digitalizada pelas novas tecnologias, tampouco ser terceirizada, num país que precisa de desenvolvimento. 2. Cultive a inteligência emocional. Estar desempregado é uma situação profissional muito complicada de lidar. No entanto, para conseguir iniciar um processo de mudança, é importante não nos deixar levar pela reclamação, pela vitimização ou pela culpa, pois com isso só conseguiremos consumir a energia vital de que necessitamos para buscar novas soluções e alternativas. É fundamental investir tempo em nos conhecer em profundidade, aprendendo a cuidar da nossa autoestima e a cultivar a confiança em nós mesmos. Na medida em que desenvolvemos nossas fortalezas internas, começamos a enfrentar a adversidade de forma mais responsável, otimista e eficiente. E, à base de treinamento, verificamos que nosso grau de satisfação não tem tanto a ver com nossas circunstâncias, mas com as atitudes que tomamos diante delas. 3. Treine a sua inteligência financeira. Em geral, as crenças sobre o dinheiro passam de geração em geração por inércia, sem nos darmos conta. A nossa visão profissional e financeira do mundo foi pré-fabricada; é item de série. Não nos ensinam a resolver nossos próprios problemas econômicos sozinhos. Cultivar nossa inteligência financeira nos capacita a fazer orçamentos, dando-nos a oportunidade de gerar excedentes para economizar, investir e não depender de empréstimos ou dívidas. Também nos mostra como ganhar mais e gastar menos, emancipando-nos das instituições estabelecidas. 4. Descubra o seu propósito profissional. Em vez de fazer o que dizem que temos de fazer (buscar saídas profissionais), é hora de encontrar nosso verdadeiro propósito. E para isso, é essencial escolher um caminho profissional que faça sentido para nós, para além dos motivos típicos que simplesmente nos movem a trabalhar (dinheiro, poder, segurança, comodidade ou reconhecimento). Temos que nos conectar com uma motivação intrínseca que nos permita conceber uma profissão de forma mais vocacional. Para isso, temos que redefinir nosso conceito de sucesso, assim como os valores que guiam nossas decisões e ações. O que faríamos profissionalmente se não tivéssemos de ganhar dinheiro? A que nos dedicaríamos se soubéssemos que tudo vai dar certo? O que faríamos se não tivéssemos medo? Saber a resposta dessas perguntas não tem preço. 5. Decida seu papel profissional. Cerca de 85% dos profissionais trabalham como “funcionários de alguém”, vendendo seu tempo em troca de um salário no fim do mês, fazendo parte de um sistema produtivo que enriquece outras pessoas. Mas além desse papel profissional existe o de “empreendedor”, aquele que trabalha para si mesmo como autônomo ou freelancer, ou que monta um projeto e contrata outras pessoas. Cada um conta com uma série de vantagens e desvantagens, exige uma mentalidade específica e é acompanhada de um determinado estilo de vida. Por isso, quem passa de funcionário a empreendedor sente uma mudança profunda na forma de relacionar-se com o mercado de trabalho. E como a segurança profissional está em jogo, é uma questão de escolher-se entre a "certeza" do funcionário e a "incerteza" do empreendedor. 6. Faça algo que o apaixone e que potencialize o seu talento. Apesar de termos sempre ouvido que “não podemos ganhar o pão fazendo o que gostamos”, na hora de se reinventar é fundamental nos dedicarmos a uma profissão que nos motive e interesse de verdade. Só assim encontramos força e dedicação para dar o melhor de nós, potencializando e especializando as nossas virtudes e habilidades. Todos temos algum tipo de talento a descobrir e desenvolver. O talento é a forma pela qual expressamos nosso valor. Os dons necessários para realizar novas funções profissionais não têm nada a ver com a educação profissional de massa ou com aptidões acadêmicas convencionais. Surgem quando nos comprometemos com nosso sucesso para o desenvolvimento pessoal. Quanto mais nos conhecemos, mais nos valorizamos a ser o que somos. E quanto mais nos valorizamos, mais sabemos para o que servimos e como podemos ser mais úteis à sociedade. 7. Encontre um problema social que o motive a resolver. As pessoas estão dispostas a pagar por produtos e serviços que atendam às suas necessidades e satisfaçam suas aspirações. O desafio está em saber que problemas podemos resolver fazendo o que gostamos, usando o nosso talento. É importante criar “propostas que agreguem valor”, que melhorem a qualidade de vida de outras pessoas. Ao mesmo tempo, é fundamental conhecer as aplicações de ferramentas digitais para empregar na Internet, concebendo assim novas formas de agregar valor ao mercado profissional. Não permita que ninguém jamais diga o quanto você vale. Você é o único capaz de saber seu próprio valor! Muhammad Ali 8. Invista em formações específicas. Nesse ponto do caminho, pode ser decisivo assistir a seminários, conferências e similares que nos ensinem a “saber como” e a “ter com que” expressar nosso talento. A universidade convencional parece estar deixando de ser a única opção. A nova formação será cada vez mais focada em cursos práticos que nos ensinem a desenvolver habilidades que nos permitam resolver problemas concretos. O investimento mais importante a ser feito é para com a nossa inteligência, a nossa criatividade e o nosso talento. 9. Desenvolva a sua marca pessoal. O marketing está se personalizando, e será melhor protagonizado com uma “marca pessoal”. Ao termos claro o que oferecemos, o desafio é descobrir como oferecer. Ou seja, a maneira como nos comunicamos e conectamos com as pessoas a quem nossos serviços podem servir. É primordial montar uma página na web explicando os benefícios e soluções que oferecemos, utilizar as redes sociais para apresentar o nosso potencial aos clientes. Com a nossa marca pessoal, conseguimos mostrar a nossa face profissional, o reflexo da pessoa que somos, e o que temos a criar para a riqueza da sociedade.