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Segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pequenos gastos podem ter grandes impactos

Consultores destacam a necessidade de manter controle das menores despesas Quando se fala em educação financeira e planejamento de gastos, um detalhe pode passar despercebido. Aliás, vários detalhes: os pequenos gastos do dia a dia. A compra de um sorvete, uma gorjeta que damos a um garçom ou uma revista ou jornal que compramos, entre outros exemplos. Esses valores, se somados, podem ter impacto no orçamento familiar. O consultor Reinaldo Domingos, da Dsop Educação Financeira, explica que alguns valores podem ser considerados pequenos individualmente, mas têm que ser pensados de forma coletiva. Para isso, ele recomenda que sejam registrados até mesmo gastos muito pequenos, como um cafezinho, uma compra na padaria ou uma ida à feira. Entre as recomendações para poupar nessas horas, o consultor lembra de dicas simples, como elaborar uma lista de compras antes de ir ao supermercado, economizar energia elétrica (usando mais a luz natural do sol, por exemplo), evitar lavar o carro com mangueira (a utilização de baldes é mais econômica) e redução dos gastos com telefone. Receita simples “Não existe fórmula mágica para manter o orçamento equilibrado. O importante é gastar menos do que ganha. É importante reservar também uma parte da renda para poupar, pensando no futuro. A boa gestão do orçamento familiar garante mais tranquilidade e qualidade de vida”, complementa o consultor. Domingos destaca, ainda, que é preciso ter controle com os gastos com lazer. “As pessoas podem desfrutar desses momentos sem gastar mais do que é possível, de acordo com o orçamento. Algumas pessoas afirmam que esses gastos não afetam o orçamento, por serem pequenos, mas são exatamente os pequenos valores que têm o poder de desestabilizar financeiramente uma pessoa ou família”, alerta. Para garantir um momento de lazer mais barato, Domingos lembra que há alternativas como organizar carona entre os colegas que vão para o mesmo bar ou fazer as reuniões em casa, garantindo menores preços de alimentos e bebidas. De olho na carteira O consultor financeiro José Roberto Boniatti, com mais de 20 anos de experiência, lembra que o hábito de controlar as despesas não é comum no Brasil. Isso pode fazer com que durante o mês o dinheiro desapareça sem que as pessoas percebam para onde ele foi. “É fundamental manter um controle de tudo o que entra e tudo o que sai, para haver um equilíbrio”, alerta o consultor, que complementa: “as despesas maiores, como gastos com moradia (aluguel ou prestação de financiamento) ou prestação de financiamento de carro, são de controle mais fácil, pois já estão incorporadas ao dia a dia”. Segundo Boniatti, os pequenos gastos são os mais perigosos. Ele afirma que a pessoa pode não dar conta de como está usando seus rendimentos, e isso pode comprometer o orçamento pessoal. Uma saída possível é manter uma planilha, seja no computador ou, por exemplo, no smartphone. “A partir do momento em que a pessoa tem o controle desses gastos, pode projetar o futuro, e isso pode representar até a possibilidade de fazer novos planos, garantindo a conquista de novos objetivos financeiros. A receita é o planejamento”, define.