Notícias

Quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Número de vírus para smartphones triplica no mundo

O número de vírus para dispositivos móveis quase triplicou no segundo trimestre de 2015, segundo relatório da empresa de segurança digital Kaspersky. No período, foram detectados 291.800 novos programas maliciosos com foco em smartphones, 2,8 vezes mais do que no primeiro trimestre do ano.

Os principais alvos dessas ameaças, de acordo com o levantamento, continuam sendo os aplicativos de bancos. O arquivo malicioso Trojan-SMS.AndroidOS.OpFake.cc, por exemplo, foi capaz de atacar 114 desses apps, quatro vezes mais que no primeiro trimestre. Seu principal objetivo é roubar as credenciais de login do usuário, usadas para atacar vários aplicativos de e-mail populares.

Ao todo, foram recebidas 5,9 milhões de notificações de tentativas de infecções por malware para roubar quantias em dinheiro via acesso online a contas bancárias. Cingapura lidera o ranking dos usuários mais afetados, com 5,3% dos ataques. Na sequência, aparecem Suíça (4,2%), Brasil (4%), Austrália (4%) e Hong Kong (3,7%).

Como constatou a Kaspersky, a maioria dos países mais afetados é tecnologicamente avançado e/ou tem sistemas bancários desenvolvidos, o que atrai os criminosos virtuais.

Mais da metade (51%) dos ataques bloqueados pelos produtos da empresa de segurança digital foram lançados por recursos maliciosos localizados na Rússia. Na lista, também aparecem arquivos dos Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, Ilhas Virgens, Ucrânia, Cingapura, Reino Unido e China.

Vale lembrar que as ameaças financeiras não se limitam aos programas de malware que atacam clientes de sistemas de bancos online. Além do malware voltado para bancos (83%), as ameaças financeiras incluem mineradores de Bitcoins (9%) --arquivos maliciosos que usam os recursos de computação da vítima para gerar Bitcoins--, além de ladrões de carteiras Bitcoin (6%) e keyloggers (2%) --ação de gravar as informações escritas em um teclado.

Cinco indícios de que seu smartphone pode estar infectado

1. Débitos indevidos

Esse é o jeito mais comum e o que mais dói no bolso. "O trojan, malware mais comum, se instala no smartphone sorrateiramente e cadastra o número em serviços de mensagens para depois roubar o saldo da linha", afirma Assolini. Muitos demoram para perceber a cobrança indevida. Como o vírus é silencioso, mesmo que o usuário abra o aplicativo de mensagens enviadas, não irá encontrar a assinatura. 2. Lentidão

Quando o smartphone começa a ficar lento para abrir aplicativos, ligar ou tirar fotos, o usuário pode desconfiar que o aparelho foi infectado. "Normalmente esse comprometimento acontece de forma rápida, tipo de um dia para o outro, e ocorre porque alguns vírus consomem muita memória do celular", conta o analista sênior de segurança da Kaspersky Lab. 3. Telefone quente

Sabe quando você está assistindo a um vídeo e sente que ele fica quente? Então, os vídeos exigem bastante do processador gráfico, que esquenta o aparelho. Mas pouco tempo depois já volta a esfriar. Alguns vírus que exigem um processamento alto também podem esquentar o aparelho. "A diferença é que quando é por conta do vírus, o celular fica quente mesmo quando não é usado", explica Assolini. 4. Problemas no navegador

Este vírus é semelhante ao de computador. Quando o usuário abre o navegador e tenta fazer uma busca, ele redireciona para outro site. "A praga muda a navegação do celular, configura páginas iniciais que não foram solicitadas. É assim que os cibercriminosos ganham dinheiro, aumentando o tráfego e audiência de determinadas páginas", explica Assolini. E não é possível mudar a página inicial. 5. Pop-ups indesejados

Alguns tipos de vírus fazem com que pop-ups de conteúdo adulto apareçam enquanto o usuário navega pela internet com o celular. Nem adianta clicar no 'X', pois o conteúdo aparece mais tarde. "Geralmente esse indício causa muito constrangimento, já que às vezes ele pode aparecer enquanto você está usando o telefone com alguém ao lado. É bem desconfortável", afirma Assolini. Fonte: UOL.