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Terça-feira, 31 de julho de 2012

Audição: previna-se para não ficar no silêncio

Vivemos em um mundo ruidoso. Não podemos vê-los, porém sabemos que os sons inconvenientes estão presentes diariamente em nossas vidas. No ambiente de trabalho, a exposição frequente aos ruídos de alta intensidade vão, abruptamente em alguns casos, ou gradativamente em outros, reduzindo nossa habilidade auditiva por meio de um processo irreversível.

Por esta razão, conhecer os conceitos sobre som, ruídos, riscos envolvidos à exposição e as possibilidade de realizar a apropriada atenuação com a utilização de EPI, são necessários para uma correta ação preventiva das empresas e seus colaboradores.

Antes de falarmos em ruído, é necessária uma definição para a palavra som. O som é uma forma de energia e, como tal, obedece às leis fundamentais da física.

Segundo definição dada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o som é “toda e qualquer vibração ou onda mecânica em um meio elástico (no ar, água ou outro meio) dentro da faixa de áudio frequência.” Quando a intensidade ou frequência destas vibrações, transmitidas na forma de ondas, agride e não é conveniente ao sistema auditivo dos seres humanos, o som altera seu nome e passa a se chamar ruído.

O ruído tem sido uma ameaça constante à saúde do trabalhador desde as primeiras atividades industriais.

Exposições em excesso podem provocar alterações temporárias (zumbido nos ouvidos), sendo que estes efeitos de curto prazo geralmente tendem a desaparecer após alguns minutos ou após o afastamento da fonte ruidosa.

No entanto, repetidas exposições a ruídos mais intensos podem conduzir a uma perda auditiva permanente.

A perda auditiva é um problema muito mais sério do que se imagina: milhões de pessoas estão em risco no local de trabalho, no lazer e em casa.

Como saber quando a audição está comprometida?

Aparelhos de MP3, buzinas de carro, televisão, computador, balada… Esses são alguns dos responsáveis pelos ruídos intensos que costumamos escutar ao longo do dia e que podem provocar sérios problemas auditivos. Segundo estudos, em todo o planeta, 120 milhões de pessoas já estão com a audição afetada e podem caminhar para a surdez, já que as células do ouvido não têm a capacidade de se regenerar.

A primeira área a ser comprometida na perda da audição é a encarregada da percepção dos tons mais agudos, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Guimarães. Entretanto, ela pode nem ser percebida de início. Por isso, confira outros sinais importantes para saber se a sua capacidade de escutar está sendo afetada:

- Você escuta o que as pessoas dizem, mas às vezes não entende bem ou perde partes da mensagem?
- Costuma pedir para que repitam o que acabaram de falar?
- Dizem que você mantém TV e CD player altos demais?
- Sente dificuldade de ouvir ao telefone?
- Com ruídos ao fundo, não entende seu interlocutor?
- Se alguém conversa de costas, ou de outro cômodo, você não compreende?
- Tem apresentado zumbido no ouvido?
- Não ouve torneira pingando, tique-taque do relógio e as consoantes “t”, “k” e “s”?

Se você apresenta alguns desses problemas, é hora de procurar um otorrino para avaliar a sua audição.

Fontes: msanet.com.br e revista Corpo Saudável.

Sugestão: Oswaldo Pereira (MAN).