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Terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Especialistas dão dicas para pagar contas

Passada a euforia das compras e viagens de fim de ano, é chegada a hora em que o consumidor precisa lidar com uma série de obrigações financeiras que surgem em todo ano novo. Matrícula, material escolar, IPTU e IPVA estão entre as despesas que pesam no orçamento nessa época.

Especialistas sugerem que, para quitar seus débitos sem correr o risco de já começar o ano endividado, o consumidor analise cada despesa separadamente e estipule prioridades.

A queda dos juros em 2012 teve um forte impacto no rendimento de algumas aplicações financeiras, como a poupança e os fundos de renda fixa. Por isso, em alguns casos, pode valer a pena sacar o dinheiro investido e pagar as contas à vista.

"O desconto obtido no pagamento à vista deve ser maior do que o rendimento dessas aplicações, que tem ficado abaixo de 0,5% ao mês", diz o professor de finanças do Insper Liao Yu Chieh.

No caso do IPVA, por exemplo, o desconto para pagamento à vista pode chegar a 5%, dependendo do Estado.

A mesma lógica vale para o IPTU, cujo desconto pode passar de 10% em alguns municípios. Por isso, o diretor de economia da Anefac, Roberto Vertamatti, aconselha que o parcelamento só seja feito se a pessoa não tiver mesmo nenhum recurso para pagar à vista.

Ele recomenda, ainda, que o contribuinte não atrase o pagamento, porque a multa varia de cidade para cidade, mas pode chegar a 20% do valor mais os juros que vão de 1 a 2 % ao mês.

Matrícula e material escolar pesam no orçamento

Outras despesas típicas de começo de ano que costumam ter um forte impacto no orçamento doméstico são a matrícula da escola dos filhos, a compra de uniforme e material.

O pagamento à vista, mais uma vez, é o conselho dos dois especialistas. Quem não tiver condições de fazer o pagamento de uma só vez deve tentar uma negociação o quanto antes. "É possível conseguir um desconto na matrícula", diz Chieh.

No caso do material escolar, é comum papelarias e grandes livrarias oferecerem opções de parcelamento com cartões de crédito. O ideal, no entanto, é fugir desse tipo de dívida, diz Vertamatti.

Caso isso não seja possível, aconselha ele, deve-se evitar prazos maiores do que seis meses e é fundamental pagar a fatura sempre em dia. “É importante não atrasar, porque os custos são da ordem de 230% ao ano”, diz.

Para quem puder fazer o pagamento à vista, reunir-se com um grupo de pais para que todos façam as compras num mesmo estabelecimento pode garantir um bom desconto.

Fonte: UOL.