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Segunda-feira, 6 de maio de 2013

Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: o lema “alma, calma”.

Numa ocasião, lendo sobre a vida de um santo, vi que sua família possuía um brasão cujo lema era "alma, calma" e me pareceu bastante sugestivo para a nossa vida.

 

Todos nós temos certa tendência a nos deixar levar pela afobação, pela correria do dia a dia. E isso é bastante prejudicial, pois a afobação gera ansiedade, e a ansiedade é nociva ao ser humano. A ansiedade provoca:

 

- depressão;

- irritação;

- síndrome do pânico;

- dificuldade para dormir, para desligar-se dos problemas etc.

 

O certo seria ter uma vida bastante intensa, pois a vida é intensa, mas sem nos deixar levar pela afobação.

 

Para isso, nada melhor do que agir como nos diz este lema: "com toda a alma, mas com toda a calma". Esse lema tem feito bem a muita gente.

 

Não é uma varinha mágica, mas é uma pauta, uma ideia-mestra que orienta a nossa luta. As ideias-mestras são muito importantes para a nossa vida. São como guias, como parâmetros, máximas de vida. Uma vez que as temos, que as aprendemos, temos de aplicá-las e exercitá-las no dia a dia. E, com o exercício, o efeito começa a ser surtido.

 

Portanto, procuremos fazer as coisas "com toda a alma, mas com toda a calma".

 

Vamos imaginar que temos umas dez coisas para fazer no dia e que já acordamos preocupados com o tempo que será necessário para realizar tudo. O que devemos fazer?

 

Em primeiro lugar, não seria nada mau pedir ajuda a Deus.

 

Em segundo lugar, não deixar a afobação tomar conta. Se não der para fazer tudo, ficará para o dia seguinte e o mundo não acabará por causa disso. Uma vez imbuídos desse espírito, façamos cada tarefa com "toda a alma", isto é, colocando todo o nosso empenho, concentração e esforço.

 

Fazendo nossas ações com "toda a alma", elas se tornarão muito mais eficazes, o que refletirá enormemente a nossa capacidade de trabalho. Muitas vezes, não conseguimos fazer todas as tarefas de um dia por causa da dispersão. Uma pessoa dispersa acabará caindo na afobação e na ansiedade por pura ineficácia.

 

Em terceiro lugar, além de não nos deixar levar pela afobação, pensando em todas as tarefas que temos de realizar no dia, o ideal é fazer cada tarefa "com toda a calma". Agir assim, com toda a calma, não é trabalhar a 10 km/h, mas de uma maneira serena.

 

E fazer uma tarefa de uma maneira serena é:

 

1.   Fazer uma coisa de cada vez. Não duas nem três coisas ao mesmo tempo. Por exemplo: escrever no computador e falar ao mesmo tempo sobre outro assunto com alguém ao telefone, dando ordens a outra pessoa;

 

2.    Fazer uma tarefa e ficar pensando no que temos de fazer depois. Só vamos pensar na outra tarefa quando tivermos terminado a que estamos fazendo.

 

Coloquemos em prática esse lema em nossa vida e, no mínimo, nos tornaremos pessoas muito mais calmas e serenas, o que já é uma grande coisa.

 

Uma santa semana a todos!

 

Pe. Paulo M. Ramalho 

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Pe. Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.