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Terça-feira, 21 de maio de 2013

Analistas reavaliam cenários e taxas de juros voltam a subir

Uma reavaliação de cenário feita pela equipe econômica do ltaú Unibanco, que passou a esperar mais duas altas de 0,50 ponto porcentual e uma terceira de 0,25 ponto para a Selic

 

As taxas dos contratos futuros de juros voltaram a subir ontem, em meio à percepção de que o Banco Central (BC) vai, de fato, aumentar o ritmo de alta da Selic (ataxabásicadejuros daeconomia) apartirda próxima reunião de política monetária, na semana que vem. Uma reavaliação de cenário feita pela equipe econômica do ltaú Unibanco, que passou a esperar mais duas altas de 0,50 ponto porcentual e uma terceira de 0,25 ponto para a Selic, com aperto monetário total de 1,50 ponto porcentual, disparou a alta das taxas dos contratos futuros. O movimento dá continuidade ao que foi iniciado na semana passada, quando o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que agirá com "tempestividade" para manter a inflação em quedano segundo semestre de 2013 e em 2014. As taxas dos contratos com prazos de vencimento mais longos tiveram alta ainda mais expressiva, influenciadas pela expectativa com as palavras de amanhã do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, e diante da virada do dólar. Com a perspectiva de uma Selic mais alta, pode não ser necessário segurar o dólar em patamares mais baixos.

Neste cenário, o dólar voltou a subir ante o real no Brasil, a despeito da queda vista ante outras divisas no exterior. A moeda americana avançou pela quinta sessão seguida ante o real, encerrando a segunda-feira aos R$ 2,0390, em alta de 0,05%, na maior cotação de fechamento desde 22 de janeiro.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast citaram o fluxo diário de divisas e os dados negativos da balança comercial na terceira semana de maio como motivos para que a moeda americana se descolasse no Brasil. Láfora, o dólar caía ante o euro, o iene e outras moedas com elevada correlação com commodities, depois que, no fim de semana, o ministro da Economia do Japão, Akira Amari, afirmou que a correção do iene está praticamente completa. Noinício datarde, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que a economia dos EUA está indo "muito bem", especialmente o setor privado, mas que as compras de ativos continuarão até que haja uma melhora substancial no mercado de trabalho. Sem uma definição clara sobre os próximos passos do Fed em relação ao seu programa de compra de bônus, o dólar seguiu em queda no exterior.

Já a Bovespa passou por dois momentos. Pela manhã, antes do exercício dos contratos de opções sobre ações, o Ibovespa seguiu pressionado no território negativo. Depois disso, a Bolsa encontrou espaço para avançar, puxada pela Vale. O Ibovespa encerrou em alta de 0,97%, aos 55.700,77 pontos, enquanto os principais índices em Nova York fecharam com leves baixas, próximos da estabilidade. O DowJones cedeu0,12%, o Nasdaq caiu 0,07% e o S&P teve baixa de 0,07%.

Fonte: O Estado de S. Paulo