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Terça-feira, 28 de maio de 2013

Como identificar e prevenir os sintomas do AVC

Os números impressionam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de cinco milhões de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como derrame. No Brasil, este índice é de aproximadamente 100 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Desse total, 42 mil casos ocorrem na região Sudeste: 21 mil em São Paulo e quase 11 mil no Rio de Janeiro. Quando não mata, o mal leva a sequelas graves que atingem em torno de 50% dos sobreviventes. Por fim, sabe-se que a doença é mais comum após os 40 anos, embora possa surgir em qualquer idade.

Por tudo isso, reconhecer e tratar o AVC são grandes desafios atuais no país e no mundo. O problema ocorre quando uma artéria é tapada ou obstruída ou quando se rompe um vaso sanguíneo. Diante do quadro, a parte do cérebro afetada não recebe o oxigênio necessário e neurônios começam a morrer. Perceber que o derrame está acontecendo é fundamental porque cada minuto sem tratamento significa a morte de muitos neurônios e das conexões entre eles, o que origina sequelas.

"Ele não surge do nada, geralmente é fruto de disfunções anteriores que levam ao aumento no risco de oclusão de um vaso ou seu rompimento", salienta o neurologista Leandro Teles, médico do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Diante da menor suspeita do distúrbio, é imprescindível, portanto, buscar ajuda médica especializada, que confirmará o diagnóstico e implementará as ações necessárias, salienta o neurocirurgião Paulo Porto de Melo, que é membro das Sociedades Brasileira e Americana de Neurocirurgia e colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri, EUA).

Os principais sintomas de AVC são:

  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em só um lado do corpo.
  • Confusão mental, alteração da fala ou da compreensão.
  • Alterações na visão (em um ou ambos os olhos).
  • Alteração do equilíbrio ou da coordenação motora.
  • Apresentar tontura ou alteração no andar podem sinalizar um derrame.
  • Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente.

Ao identificar possíveis sinais de derrame, chame imediatamente o serviço de emergência (Samu – 192), pois na maioria das vezes, o tratamento só tem efeito se realizado nas primeiras horas (até 4,5 horas) após o início dos sintomas.

Outros cuidados podem ser tomados para prevenir o AVC ou ainda auxiliar a recuperação:

  • Se você sofre de pressão alta, procure o médico e siga o tratamento corretamente.
  • Se você fuma, procure tratamento para abandonar o vício.
  • Se você sofre de diabetes, siga as orientações do seu médico para controlar a glicose.
  • Evite o sedentarismo.
  • Fique de olho na concentração de gordura na região do abdome.
  • Procure adotar uma alimentação saudável, evitando o consumo de gordura saturada.
  • Fique atento à saúde do coração. A Fibrilação Atrial (FA), a arritmia cardíaca mais comum, aumenta em cinco vezes as chances de sofrer um derrame.
  • Evite o consumo excessivo de álcool e busque formas saudáveis de controlar o estresse - a ansiedade e a depressão também são fatores de risco para o AVC.

Fonte: UOL.