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Dólar oscila perto da estabilidade após intervenções do BC; Bovespa cai mais de
Após novas intervenções do Banco Central no câmbio, o dólar à vista --referência para as negociações no mercado financeiro-- oscila perto da estabilidade neste início de tarde de terça-feira (11), depois de ter subido quase 1% pela manhã.Às 12h55 (horário de Brasília), o dólar à vista tinha leve desvalorização de 0,1%, cotado em R$ 2,144 na venda. No mesmo horário, o dólar comercial --utilizado no comércio exterior-- caía 0,13%, para R$ 2,145.
A autoridade promoveu dois leilões de swap cambial tradicionais, equivalentes a venda de dólares no mercado futuro, quando o dólar à vista atingiu R$ 2,166 na venda.
Na primeira operação, que ocorreu entre 10h50 e 10h55, a autoridade vendeu 25 mil contratos dos 40 mil colocados à venda, por US$ 1,247 bilhão. Já na segunda operação, que ocorreu entre 11h25 e 11h35, o BC vendeu 20 mil contratos dos 40 mil colocados à venda, por US$ 997 milhões.
Ontem, a autoridade monetária já havia promovido dois leilões de swap cambial tradicionais para conter a alta da moeda, quando ela ultrapassou R$ 2,15.
Segundo operadores, o BC gostaria que o dólar oscilasse na banda entre R$ 2,10 e R$ 2,15 --nível máximo considerado aceitável pelo governo para não comprometer a inflação no país.
Na semana passada, o governo anunciou o corte no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. A medida visava atrair mais investimentos em dólar para o mercado brasileiro, o que tenderia a diminuir o preço da moeda americana em relação ao real.
Como o esforço não foi suficiente para barrar o avanço do dólar, o governo pode adotar mais medidas para frear a desvalorização do real.
Entre elas, está o aumento do poder dos bancos de vender dólares no mercado, o que elevaria a oferta de moeda americana na economia, levando o dólar a perder valor e freando a tendência de queda do real.
Segundo a Folha apurou, o BC pode elevar o teto da "posição vendida" dos bancos em dólares, atualmente em US$ 3 bilhões. Até esse limite, as instituições financeiras não precisam recolher 60% de depósito compulsório (recursos que os bancos são obrigados a deixar parados no BC).
Apesar da ação em estudo pelo BC, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, descarta reverter outras medidas tomadas em 2010 e 2011 para limitar a oscilação das cotações. É o caso da alíquota de 1% de IOF cobrada sobre transações no mercado futuro de câmbio (derivativos).
BOLSA
O principal índice de ações da Bolsa brasileira, o Ibovespa, acompanha o mau humor visto nos mercados internacionais e registra queda nesta tarde de terça-feira.
Os investidores estão cautelosos com o futuro dos abundantes estímulos monetários pelos principais bancos centrais mundiais.
Além disso, também há preocupação com uma melhora na economia americana, que pode representar mais recursos deixando mercados como o brasileiro para voltar aos EUA.
Às 13h02, o Ibovespa tinha desvalorização de 2,28%, para 50.145 pontos. Ontem, depois de oscilar entre perdas e ganhos, o índice fechou em queda de 0,59%.
Das 71 ações que compõem o Ibovespa, apenas sete tinham alta às 13h03. O principal destaque positivo era o papel da Gol, que subiam 2,22%, para R$ 7,83.
Em sentido oposto, a ação da OGX, empresa de petróleo de Eike Batista, estava entre as piores quedas no dia, com desvalorização de 6,2%, para R$ 1,21.
Segundo documento arquivado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na noite de ontem, Eike vendeu 70,47 milhões de ações da OGX nos dias 24, 27, 28 e 29 do mês passado, por um total de R$ 121,82 milhões. Com isso, Eike reduziu sua participação na petrolífera de 61,09% para 58,92%.
Em email a clientes, analistas do JPMorgan avaliaram o evento como negativo, "com a venda refletindo uma possível necessidade de caixa pelo acionista controlador."
Com Reuters


